O tal do curso/encontro de noivos

13 mar

Uhull!! Passamos por mais uma etapa! Agora só falta mesmo a burocraciazinha da certidão de nascimento atualizada! E o meu sapato. E a roupa do Hívan. Mas isso é tranquilo…

Ontem fomos ao encontro de noivos, na Igreja Matriz do Ribeirão da Ilha. A preguiça já começou na hora que acordamos. Além do tempinho chuvoso pedindo um sábado em casa, o curso era o dia todo… Ou seja: fim de semana só teria um dia. E hoje, domingo, o Hívan teria que trabalhar (em casa, mas…). Na sexta à noite já tinha a idéia de que estava chegando a segunda-feira.

Mas até que o curso nem foi tão chato… Chegamos lá no salão de eventos da igreja e conforme imaginávamos, nos deparamos com vários casaisinhos na mesma fase que nós. Quaaaase na hora de casar.

Só que quem participa dessas coisas aqui, são pessoas que normalmente vão casar aqui e, em sua maioria, são nativos. Foi até legal ver um monte de “manézinhos da ilha” ao mesmo tempo. Floripa é um lugar que tem tanta gente de fora que, normalmente, a porcentagem de nativos em lugares que frequentamos é inferior a 20%.

Adoooro as histórias de vida deles, o jeitinho de falar e a simplicidade generalizada desse povo (principalmente aqui no sul da ilha). Aí foi legal.

Como uma grande troca de experiências, idéias e contos de cada casal. Cada um falou um pouquinho de como se conheceram, o perfil de cada um e depois ouvimos palestras do padre da paróquia, de um médico da região (falando sobre sexualidade) e de vários casais da equipe da pastoral familiar.

É um pouco cansativo pois ficamos ali meio que só ouvindo o que eles falam. E os temas, apesar de relevantes, são abordados de forma muito pessoal (tipo cada um fala de acordo com suas visões e valores) e não são muito modernos… Falam do processo de casamento, de família, saúde, doença, harmonia, brigas, filhos, problemas… Enfim, coisas legais de ouvir. Mas ouvir pra compartilhar mesmo. Porque nada ali era novidade. Do tipo: “ah, agora estamos preparados para casar!” Não. Com ou sem, eu sou a mesma Maria Julia e ele é o mesmo Hívan.

O melhor de tudo foi que saímos de lá às 21h, debaixo de chuva, compramos umas cervejas e fomos para casa refletir… Talvez se não tivéssemos ido lá, não teríamos conversado tanto sobre tanta coisa que, aí sim, é relevante para nós…

Ex.: Por que eles não falam de sustentabilidade, economia? Por que eles não contam experiências do que fazem para viver um mundo em comunidade? Por que não falam de socialização, de fazer o bem? Por que falam tanto de si?

Não é moderno. Esse é o ponto!

Acho que se existe aquele conhecido jargão de que se “cada um fizer a sua parte”, um dia teremos um mundo melhor… Deveria existir uma corrente de pensamento na qual quanto mais gente se unir, um bom grupo fará uma boa parte pra esse mundo… Pensando por aí, sendo um casal, já são dois fazendo a parte. Um casal pode mudar hábitos de pais (mais 4 pessoas), de filhos, amigos, vizinhos…

Nisso não se fala. Mas vai pensar essa coisa complexa…

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